De 14 a 17 de julho, a Anpecom, por meio de parte de sua equipe, realizou uma visita institucional a Santa Catarina. Jomery Nery, presidente da Economia de Comunhão Brasil, Verônica Farias, gestora administrativa, e Valdemir Freitas, gestor financeiro, estiveram em Florianópolis, Palhoça e Joinville para conhecer de perto as empresas Inovar, Hogar, Unità, Casa Sou e Metalsul, além de projetos sociais e institucionais parceiros na região.
A programação contemplou encontros com empreendedores locais, a realização de rodas de conversa e um contato direto com o impacto social das empresas em suas comunidades e junto aos seus colaboradores.
“Foi gratificante ver como as empresas vivem, no dia a dia, a cultura da Economia de Comunhão, colocando o cuidado com as pessoas no centro de suas práticas de gestão”, comentou Nery.
Durante as visitas, a equipe entregou aos empresários e empresárias uma placa simbólica com o logotipo da EdC e a frase: “Esta empresa vive pela erradicação da pobreza, por um mundo mais justo, regenerativo e fraterno”. Um gesto simples que gerou uma comoção sincera e um reconhecimento merecido pelo caminho percorrido.
Foi exatamente assim que se sentiu o empresário Celso Beppler, da empresa MetalSul, em Joinville. “A visita foi uma forma de reconhecimento, me senti pertencente e grato por receber oficialmente uma equipe da Anpecom na minha empresa. Eles deixaram aqui um símbolo de que eu faço parte, desse projeto tão lindo, rico e especial”, disse.

As visitas contribuíram para gerar ainda mais proximidade entre a equipe da Anpecom e as empresas, fortalecendo vínculos e ampliando a compreensão prática da EdC.
Foram realizadas duas rodas de conversa com empresários e empresárias que desejavam saber mais sobre a Economia de Comunhão, uma em Palhoça e outra em Joinville. Os encontros representaram um primeiro contato de diversas pessoas com o propósito da EdC, gerando curiosidade genuína e o desejo de conhecer mais sobre nossa atuação.
Estes momentos marcaram de forma particular o empresário Diogo Steinbach, da empresa Hogar Empreendimentos. “O que mais marcou foi a oportunidade de sentar, conversar e trocar experiências com quem acredita e trabalha pelo mesmo propósito. São momentos que nos fazem parar diante da correria do dia a dia para olhar com mais calma para o que estamos construindo, celebrar o que avançamos e entender onde ainda podemos evoluir”.
Os momentos de diálogo com colaboradores também evidenciaram um aspecto diferencial das empresas EdC: pessoas acima do lucro, do operacional. Com palavras diferentes, todos expressaram sentimentos como respeito, valorização, acolhida e um senso de transformação coletiva.
“Um dos pontos altos foi ver toda a nossa equipe conhecendo ainda melhor a Economia de Comunhão e entendendo que aquilo que buscamos construir na Hogar faz parte de uma história muito maior”, completou Steinbach.

Para a gestora administrativa, Verônica Farias, ver a prática da Economia de Comunhão reforça que não existe uma lista de requisitos para marcar como cumpridos, nem mesmo um manual capaz de traduzir essa experiência. “Escutei repetidas vezes empresários e empresárias afirmarem que ser uma empresa EdC é escolher livremente colocar a pessoa no centro, é compreender que os resultados importam, mas nunca podem valer mais do que a dignidade de quem constrói a empresa todos os dias”, disse.
A equipe também visitou uma iniciativa de impacto social chamada Costureiras do Frei, vinculada à Associação Laura dos Santos, localizada em Palhoça, que é um exemplo concreto como a cultura de comunhão transforma realidades, neste caso, gerando renda e dignidade por meio do ofício da costura para pessoas em situação de vulnerabilidade.


Por fim, a comitiva também esteve no Instituto Vilson Groh (IVG), em Florianópolis. O encontro contou com a apresentação institucional do IVG e, em seguida, com a apresentação institucional da EdC, em um momento de troca genuína entre as duas instituições. Na ocasião, nasceu a ideia, já acolhida por ambas as instituições, de realizar uma imersão no IVG voltada a um benchmarking de práticas, cuja programação deverá ocorrer no primeiro semestre de 2027.
Encerradas as visitas, permanece uma convicção: a proximidade é um elemento fundamental para a construção da Economia de Comunhão. Os dias vividos foram um exercício da Cultura do Encontro e este segue sendo o caminho mais eficaz para expandir e fortalecer a EdC.










