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	<title>Arquivos vitorio pelligra - edc</title>
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	<description>Associação nacional por uma economia de comunhão</description>
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		<title>&#034;Mappiness&#034;: o aplicativo que mede a nossa felicidade no trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cibele]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 21:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual foi o dia mais feliz da sua vida? E o mais triste? Há, sem dúvida, momentos e circunstâncias que se fixam em nossa memória como sendo de grande de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Qual foi o dia mais feliz da sua vida? E o mais triste? </strong>Há, sem dúvida, momentos e circunstâncias que se fixam em nossa memória como sendo de grande de felicidade ou de profunda tristeza. São experiências subjetivas, memórias que, muitas vezes, são transformadas e modificadas pelos próprios <strong>mecanismos da nossa mente </strong>que não funciona como um gravador que armazena dados objetivos e os mantém lá, imóveis e prontos para uso. Muito pelo contrário, a memória e as memórias estão em movimento contínuo.<br />
Lembrar significa, de alguma forma, refazer a mesma experiência, reconstruí-la em nosso cérebro, e esta operação não é nunca uma mera repetição, mas uma verdadeira reinterpretação da experiência vivida.<br />
Todavia, se pudéssemos registrar fielmente, todos os dias, o quanto um fato, um encontro, uma atividade, nos faz felizes ou infelizes, então as coisas mudariam. A memória da experiência seria fiel e objetiva, mesmo em sua subjetividade. A ideia de um dispositivo dedicado a gravar a felicidade foi de <a href="https://www.britannica.com/biography/Francis-Ysidro-Edgeworth" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Francis Ysidro Edgeworth</strong></a> no final do século XIX. A este invento ele chamou &#8220;hedonímetro&#8221;.<br />
Momento após momento, <strong>o hedonímetro teria de traçar uma linha contínua</strong>, um gráfico feito de altos e baixos, associado às variações da nossa satisfação instantânea para que a área total subjacente a essa curva não fosse mais do que a medida global da nossa felicidade.<br />
O sonho de Edgeworth tornou-se realidade há algum tempo, quando foi lançado <strong>o <a href="https://www.mappinessapp.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">projeto &#8220;Mappiness&#8221;</a>, um aplicativo para smartphones</strong> que recolhe dados sobre o bem-estar subjetivo de dezenas de milhares de cidadãos britânicos.<br />
Graças a estes dados e técnicas estatísticas adequadas, foi possível descobrir, por exemplo, que o dia mais triste vivido pelos britânicos nos últimos seis anos foi 9 de novembro de 2016, o dia da eleição de <strong>Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.</strong> Não deverá, pois, surpreender-nos, mesmo à luz deste fato, as declarações ácidas do embaixador britânico em Washington sobre a personalidade do presidente americano.<br />
No entanto, os dados do Mappiness são geralmente utilizados para fins mais produtivos do ponto de vista científico. Um exemplo é o estudo publicado há algum tempo no Economic Journal por Alex Bryson e George MacKerron intitulado “<a href="https://www.sheffield.ac.uk/polopoly_fs/1.247203!/file/D2_bryson.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Are you happy when you work?</a>”, em português “Você é feliz enquanto trabalha?”<br />
Os dois economistas analisam o impacto das atividades laborais no bem-estar das pessoas, medindo, graças aos dados instantâneos, as avaliações subjetivas durante as diversas atividades diárias, incluindo o trabalho. O tópico é interessante porque permite testar duas perspectivas opostas sobre o significado do trabalho.<br />
Enquanto para os psicólogos, as atividades de trabalho geralmente têm um significado intrínseco importante, como fonte de significado, autoestima e função social, para os economistas, no entanto, o trabalho é parte de nossas avaliações, apenas como uma fonte de &#8220;inutilidade&#8221;, uma contribuição negativa, ou seja, para o bem-estar individual.<br />
Assim, por um lado, o trabalho é visto como um bem intrínseco e, por outro lado, como uma atividade dispendiosa que deve ser remunerada por isso. Compreender qual das duas perspectivas melhor descreve o impacto real das atividades de trabalho no nosso bem-estar é, portanto, uma questão bastante interessante.<br />
<img decoding="async" class="alignnone wp-image-3234 size-full" title="felicidade no trabalho" src="http://www.anpecom.com.br/wp-content/uploads/2019/08/adult-3365364_1280.jpg" alt="" width="1280" height="853" /><br />
Juntos, esses dados parecem demonstrar um verdadeiro paradoxo: não gostamos de trabalhar, mas se não podemos trabalhar o nosso bem-estar subjetivo é afetado de forma muito relevante.<br />
Bryson e MacKerron fazem exatamente isso em seu estudo, medindo e classificando as diversas atividades diárias de acordo com a contribuição positiva ou negativa que fazem para o bem-estar daqueles que as realizam. Entre as atividades que têm maior impacto em nossa felicidade estão momentos de intimidade com a pessoa amada ou ainda, dançar, praticar esportes ou visitar uma exposição, jardinagem, conversar com amigos, meditar, só para citar alguns exemplos, lembrando que os dados se referem aos cidadãos ingleses.<br />
Entre as atividades menos satisfatórias estão o trabalho doméstico, os deslocamentos, as filas de espera, o cuidado com as contas da família, o estudo e o repouso durante a recuperação de uma doença.<br />
E o trabalho? Quando você está no trabalho, a felicidade aumenta ou diminui? Na verdade, de acordo com os dados, a felicidade diminui e muito. <strong>O trabalho, como dizem os economistas, parece ser uma fonte de inutilidade. Isso é minimizado quando o trabalho tem uma dimensão de socialização, ou seja, quando, enquanto estamos no trabalho, podemos ficar com colegas e amigos, mas não na presença do chefe, quando podemos ouvir música, quando, acima de tudo, podemos trabalhar em casa.</strong><br />
A inutilidade é minimizada, mas nunca desaparece completamente. No entanto, este resultado torna-se ainda mais importante se o lermos num contexto mais amplo. Muitos outros estudos têm demonstrado que aqueles que têm um emprego, quando comparados com aqueles que estão desempregados, mostram níveis significativamente mais elevados de bem-estar subjetivo.<br />
Por exemplo, quando se é despedido, a perda de bem-estar é duas vezes e meia maior que aquela que resultaria apenas da perda financeira resultante de uma baixa no salário. Isto parece significar que no trabalho encontramos uma utilidade intrínseca que excede largamente a associada apenas ao ganho monetário.<br />
Sabemos também que, muitos acontecimentos negativos na vida, como o divórcio, a viuvez e a invalidez são adaptáveis, isto é, após uma abrupta redução inicial, com o passar do tempo, o bem-estar volta aos níveis anteriores ao acontecimento, isso não acontece com a demissão, que continua a exercer um efeito negativo permanente no nosso humor.<br />
Além das questões técnicas que poderiam ser levantadas para qualificar esses resultados, ou as questões definidoras de termos como &#8220;trabalho&#8221;, &#8220;felicidade&#8221;, &#8220;bem-estar-subjetivo&#8221;, etc., o paradoxo, provavelmente, destaca dois elementos: por um lado, que talvez tenhamos criado muitos empregos &#8220;errados&#8221;. Muitas ocupações que vão contra as nossas aspirações mais profundas. Trabalhos inúteis e desumanizadores, individual e socialmente.<br />
Há também um segundo aspecto que diz respeito a um elemento fundamental da própria natureza humana, provavelmente ainda mal compreendido e certamente não adequadamente incluído no discurso econômico, mesmo quando se trata da felicidade e de seu entorno. Em uma frase poderíamos resumir este elemento dizendo que nem sempre o que gostamos nos faz felizes e, ao mesmo tempo, nem sempre o que nos custa nos faz infelizes.<br />
A eudaimonia aristotélica que muitas vezes erroneamente traduzimos com o termo &#8220;felicidade&#8221; representa mais propriamente o conceito de &#8220;florescer humano&#8221;. <strong>Para &#8220;florescer&#8221; como pessoas, para sermos felizes neste sentido mais integral, devemos desenvolver tanto quanto possível o nosso potencial.</strong> É por isso que um atleta que sua a camisa e trabalha todos os dias durante anos à espera de um momento de &#8220;desfecho&#8221;, pode dizer que está feliz. E assim um estudante ou um cientista, um explorador ou um artista que, com muito trabalho, sacrifício e paciência, percorre um caminho que irá levá-los, talvez, ao resultado desejado.<br />
Podemos dizer que a felicidade vem apenas da obtenção do resultado? <strong>Certamente não, a felicidade também se encontra no caminho, na preparação deste &#8220;desfecho&#8221;</strong>. Por isso, parece-me que não podemos compreender plenamente o verdadeiro sentido do trabalho, tanto do ponto de vista psicológico quanto do econômico; porque o trabalho, como qualquer questão humana, é uma questão vital e complexa, mas sobretudo porque o trabalho, citando <a href="https://revistacult.uol.com.br/home/filosofia-e-mistica-em-simone-weil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Simone Weil</a>, como &#8220;iniciativa e responsabilidade, o sentido de ser útil e mesmo indispensável, são necessidades vitais da alma&#8221;.<br />
Texto publicado no Il Sole 24 h em 21/07/2019</p>
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