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	<title>Arquivos chiara lubich - edc</title>
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	<description>Associação nacional por uma economia de comunhão</description>
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	<title>Arquivos chiara lubich - edc</title>
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		<title>Economia de Comunhão completa 30 anos</title>
		<link>https://edc.com.br/engajamento-cultural/eventos/economia-de-comunhao-completa-30-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cibele]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 14:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engajamento cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[chiara lubich]]></category>
		<category><![CDATA[Economia de Comunhão 30 anos]]></category>
		<category><![CDATA[EdC 30 anos]]></category>
		<category><![CDATA[negócios de impacto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com origem no Brasil, a Economia de Comunhão propõe há três décadas uma cultura econômica baseada na comunhão de recursos pela redução da pobreza.  No próximo dia 29 de maio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Com origem no Brasil, a Economia de Comunhão propõe há três décadas uma cultura econômica baseada na comunhão de recursos pela redução da pobreza. </em></strong><br />
No próximo dia 29 de maio, o movimento por uma nova economia denominado Economia de Comunhão (EdC) completa 30 anos. Uma programação especial terá início na mesma data, com um evento internacional on-line e seguirá pelos próximos meses, no Brasil, com eventos locais, webinários, transmissões ao vivo, podcasts, vídeos e ações nas redes sociais.<br />
O evento internacional no dia 29 será transmitido diretamente da Itália com traduções em oito línguas, inclusive o português, e deve perpassar não só suas origens como também instigar uma reflexão, especialmente junto à juventude, sobre o futuro da EdC.<br />
No Brasil, as comemorações poderão ser acompanhadas pelas redes sociais da Economia de Comunhão Brasil e em eventos locais e nacionais, também virtuais em decorrência da pandemia. “É um momento especial para celebrar a EdC e todo o impacto que promovemos nas últimas três décadas, mas, acima de tudo, ampliar a visibilidade da nossa causa para toda a sociedade e para todo o ecossistema de negócios de impacto no Brasil”, disse Maria Helena Faller, presidente da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão.<br />
Nascida no início dos anos 90, no Brasil, a EdC foi um dos primeiros movimentos de base econômica e cultural a propor ao mundo corporativo uma atuação orientada ao impacto social, ou seja, almejar a rentabilidade financeira ao mesmo tempo em que objetiva a resolução de um problema social ou ambiental.<br />
“No caso da EdC, trabalhamos por um mundo mais justo, regenerativo e fraterno a partir de empresas e pessoas comprometidas com a comunhão de recursos e propósitos voltados a reduzir a pobreza e em promover essa cultura dentro e fora das suas organizações”, explica Faller.<br />
Trinta anos depois, a EdC conta com cerca de 970 empresas formalmente inseridas no movimento Economia de Comunhão. E apenas nos últimos 5 anos, a EdC no Brasil envolveu cerca de 200 empresas em sua proposta.  Além disso, nos últimos 10 anos, o movimento gerenciou cerca de EUR 10,5 milhões (ou cerca de R$ 42 milhões, com cotação média do euro a R$ 4,00), compartilhados com pessoas, famílias e comunidades inteiras em situação de vulnerabilidade nos mais diversos países.<br />
“É importante ressaltar que as empresas EdC buscam gerar impacto social positivo não apenas através de projetos sociais de nível local ou nacional, mas também implementando uma nova cultura no interno de suas organizações e também junto aos seus <em>stakeholders</em>. Essa nova cultura reflete, de fato, uma nova cultura de vida e se estrutura ao redor de uma concepção de economia como espaço de crescimento integral, que contempla as necessidades das pessoas e do planeta, ressignificando a compreensão de resultados econômicos. Uma cultura preconizada pelo Papa Francisco na encíclica <em>Laudato Sí</em> e pela Economia de Francisco e todo ecossistema de impacto do Brasil”, completa Faller.<br />
No Brasil, a rede da EdC se espalha por pelo menos 18 estados da federação e mantém iniciativas que conectam vulnerabilidades sociais a oportunidades, a exemplo de sua incubadora de base social, PROFOR &#8211; Programa de Fortalecimento de Negócios Inclusivos e de Comunhão”, do projeto “Eu, empreendedor de mim, Juntos empreendedores do mundo” e “Ancestralidade Negra e Florescimento Empreendedor” todos comprometidos com o incentivo e com a formação empreendedora de pessoas vulnerabilizadas, além do Projeto de Superação de Vulnerabilidades Socioeconômicas (SUPERA), que apenas nos últimos 5 anos, impactou mais de 2.000 pessoas diretamente, compartilhando recursos para necessidades básicas, tratamentos de saúde, melhorias na habitação e bolsas de estudo.<br />
<span style="color: #800000;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-6231 size-large" style="color: #333333;" src="https://edc.com.br/wp-content/uploads/2021/05/linhadotempo_unica_v2-1-1024x715.jpg" alt="" width="1024" height="715" /><strong>EdC na prática.</strong></span> Em Manaus, o empresário Alessandro Dinelli gerencia a empresa Descarte Correto que atualmente processa cerca de 200 toneladas de lixo eletrônico por ano na cidade.<br />
Depois da triagem e pesagem, parte do resíduo que não pode ser mais aproveitado, como o plástico e metais, vai para um processo de manufatura reversa e se transforma novamente em matéria-prima para as indústrias. &#8220;Por sermos um negócio de impacto, ao invés de desmontar tudo, transformamos a outra parte dos resíduos em produtos para inclusão digital em comunidades carentes&#8221;, conta Dinelli.<br />
Esses &#8220;novos&#8221; produtos são destinados a outros dois modelos de negócios da Descarte Correto, ambos com propósito social. Parte dos computadores reaproveitados é vendida a preços mais acessíveis para empresas e instituições. Outra parte é incorporada ao modelo de microfranquias, chamado Interativo, também criado por Dinelli, que oferece cursos de inclusão digital em comunidades carentes. &#8220;O desafio é grande, mas sempre digo aos meus colaboradores e colaboradoras que o nosso propósito tem que ser maior que o nosso desafio. Queremos fazer com que a economia, ambiental e social, caminhem juntas. A maior motivação da Descarte Correto é saber que todos os dias temos motivos para transformar a vida das pessoas&#8221;, conclui o empresário.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><strong>Sobre a origem da EdC </strong></span></h2>
<p>A Economia de Comunhão nasceu da inspiração da líder civil e espiritual Chiara Lubich, italiana, também fundadora do Movimento dos Focolares. Em 1991, Lubich não tinha conhecimento a respeito dos negócios de impacto. A “ideia” de uma Economia de Comunhão foi especialmente motivada pela profunda desigualdade social que encontrou ao conhecer as favelas que envolviam a cidade de São Paulo durante uma de suas visitas ao país. Diante desse cenário, propôs aos empresários e às empresárias do Brasil e do mundo que suas empresas trabalhassem com o objetivo de reduzir a pobreza. Foi uma inspiração sensível ao contexto socioeconômico, e não propriamente o lançamento de uma nova teoria. Hoje, trinta anos depois, a Economia de Comunhão é um movimento cultural e econômico de atuação prática e acadêmica, além de integrante do ecossistema de negócios de impacto.<br />
&#8220;Embora tenha nascido no contexto cristão e seja baseado em seus valores é um movimento econômico e cultural aberto a todos e todas que desejam se comprometer com a nova economia, independentemente de convicções religiosas&#8221;, destaca Faller.</p>
<h2><span style="color: #800000;"><strong>EdC em números </strong></span></h2>
<p><strong>Comunhão mundial de recursos: </strong><br />
Apenas nos últimos 10 anos, o centro internacional da EdC gerenciou cerca de EUR 10.5000.000 ou cerca de R$ 42.000.000,00 (<a href="https://br.investing.com/currencies/eur-brl-historical-data">cotação média de 4,00 nos últimos 10 anos</a>).<br />
<strong>Empresas </strong><br />
Cerca de 1.000 empresas, nesses 30 anos, adotaram e viveram/vivem a cultura da EdC em seus modelos de gestão.<br />
<strong>Presença no Brasil </strong><br />
Contamos com projetos, iniciativas e/ou organizações da EdC em pelo menos 18 estados do Brasil.<br />
<strong>SUPERA </strong><br />
Apenas nos últimos 5 anos, nosso Programa de Superação da Vulnerabilidade Econômica impactou mais de 2.000 pessoas diretamente, compartilhando recursos para necessidades básicas, tratamentos de saúde, melhorias na habitação e bolsas de estudo.<br />
<strong>Iniciativas </strong><br />
Estimamos que apenas nos últimos cinco anos, nossos eventos, programas de empreendedorismo e projetos de caráter institucional impactaram mais de 10.000 pessoas apenas no Brasil.<br />
&nbsp;<br />
Serviço:<br />
30 anos da Economia de Comunhão<br />
Para acompanhar as comemorações:<br />
<a href="https://www.instagram.com/edcomunhaobr">https://www.instagram.com/edcomunhaobr</a><br />
<a href="https://www.facebook.com/edcomunhaobr">https://www.facebook.com/edcomunhaobr</a><br />
<a href="https://www.linkedin.com/company/anpecom">https://www.linkedin.com/company/anpecom</a><br />
Site institucional: <a href="http://www.anpecom.com.br">www.anpecom.com.br</a><br />
&nbsp;<br />
Para entrevistas entrar em contato com:<br />
Cibele Lana | <a href="mailto:cibele@piazzadigitale.com.br">cibele@piazzadigitale.com.br</a> (11) 970449488<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
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		<title>Imersão EdC: a racionalidade da comunhão</title>
		<link>https://edc.com.br/engajamento-cultural/eventos/imersao-edc-comunhao-e-resposta-para-dicotomia-entre-o-social-e-a-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cibele]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2019 01:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[anpecom]]></category>
		<category><![CDATA[chiara lubich]]></category>
		<category><![CDATA[economia de comunhão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Com essas empresas e outras atividades que vão nascer, temos que recolher a comunhão e distribuir, de modo que não haja ninguém pobre. Enquanto não atingirmos esse objetivo, não podemos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Com essas empresas e outras atividades que vão nascer, temos que recolher a comunhão e distribuir, de modo que não haja ninguém pobre. Enquanto não atingirmos esse objetivo, não podemos descansar.”<br />
A frase acima, de <u>Chiara Lubich</u>, foi dita logo na fundação da <a href="http://www.anpecom.com.br/economia-de-comunhao/">Economia de Comunhão</a> (EdC) e, 28 anos depois, ainda tem o seu apelo entre os participantes da <strong>Conferência Nacional da EdC</strong>, que começou hoje (19) e vai até o dia 21, no centro de convenções Mariápolis Ginetta, em São Paulo.<br />
Cerca de 70 participantes foram convidados, por meio de vídeos e explanações, a imergir nas raízes carismáticas da Economia de Comunhão nesse primeiro dia.<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3427 size-full" src="http://www.anpecom.com.br/wp-content/uploads/2019/09/whatsapp-image-2019-09-19-at-10-45-23.jpeg" alt="" width="1280" height="960" /></p>
<h2><span style="color: #993300;"><strong>As raízes</strong></span></h2>
<p>E qual é essa raiz carismática? O carisma da unidade de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares.<br />
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lubich compreendeu que a vivência prática do Evangelho trazia uma resposta às transformações sociais da época, profundamente marcada por uma dicotomia entre a desigualdade social e a liberdade econômica.<br />
Um exemplo comum dessa história, compartilhada com os presentes, é a experiência do “Sapato número 42”, na qual Lubich, na busca por viver a frase “Tudo o que pedires em meu nome, eu o darei”, entrou em uma igreja e pediu em oração um sapato número 42 para um pobre que necessitava. Ao sair da igreja, uma senhora se aproximou de Lubich e entregou a ela um par de sapatos número 42 para homem.<br />
A partir de experiências assim, Lubich entendeu que apenas a comunhão era capaz de minimizar a separação entre o social e o econômico. O amadurecimento desse novo paradigma na economia e na cultura, culminou com o lançamento da Economia de Comunhão, em 1991.<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3429 size-full" src="http://www.anpecom.com.br/wp-content/uploads/2019/09/whatsapp-image-2019-09-19-at-10-45-24.jpeg" alt="" width="1280" height="960" /></p>
<h2><strong><span style="color: #993300;">Os frutos</span> </strong></h2>
<p>Com uma proposta no mínimo inovadora, de levar a comunhão para dentro das empresas, a EdC ganhou o mundo e não se restringiu aos limites cristãos. Tornou-se uma prática, uma cultura, que acompanha empresários e pessoas em meio ao cotidiano de qualquer empresa: metas, processos, pressão, fluxo de caixa, etc.<br />
“É uma forma de pensar, de funcionar, de ‘como’ faço a gestão da minha empresa, como enxergo as pessoas. E aí, a experiência de amor vira uma cultura, e a cultura, entendida com todas as tradições, se torna uma racionalidade, a racionalidade da comunhão”, destacou Maria Helena Faller.<br />
E é essa racionalidade da comunhão que permite à EdC, após 28 anos da sua fundação, ainda se deter em suas raízes carismáticas: <strong>na opção preferencial pelos pobres e na ética do trabalho.</strong><br />
Para exemplificar como essa racionalidade de comunhão se vive na prática, Rodolfo Leibholz, um dos primeiros empresários da EdC, subiu ao palco para compartilhar algumas experiências de vida. Com a sabedoria de quem sobreviveu a 10 choques econômicos e a muitos desafios, encorajou os participantes: “temos que viver a experiência da EdC hoje, onde estou, onde você está, Isso é vida. Se não vivemos, anunciamos uma utopia. Estamos fazendo uma incidência em um processo, hoje, que pode mudar tudo, no futuro”.<br />
E também pode mudar tudo no presente. Uma das participantes da Conferência é Ana Giselle, uma jovem de 29 anos, de Fortaleza. Giselle tem um pequeno empreendimento para venda de lanches e tapioca na capital cearense e teve a oportunidade de participar de um dos projetos da EdC na cidade, o Profor, Programa de Fortalecimento de Negócios Inclusivos e de Comunhão, que oferece oficinas de empreendedorismo a jovens.<br />
&#8220;Foi uma experiência magnífica, desenvolvi muitas ideias. Já tinha um propósito, mas com as aulas percebi que podia fazer além. Comecei a gostar de empreendedorismo&#8221;, disse.</p>
<h2><strong><span style="color: #993300;">A esperança</span> </strong></h2>
<p>Para concluir o aprofundamento desse dia nas raízes da Economia de Comunhão, publicamos abaixo uma entrevista com Armando Tortelli.<br />
Assim como Leibholz, Tortelli foi um dos primeiros empresários da EdC e compartilhou com a gente o que significou estar presente fundação e como enxerga o presente e o futuro da EdC.<br />
<strong>ANPECOM: Armando, você esteve na fundação da Economia de Comunhão. O que permanece como essência da EdC?</strong><br />
<strong><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-3428 alignleft" src="http://www.anpecom.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image1-213x300.jpeg" alt="" width="213" height="300" />Armando Tortelli:</strong> No momento certo, Chiara Lubich trouxe para nós uma grande resposta, que muitos de nós estávamos de fato esperando. Muitos já éramos empresários, muito comprometidos com o que fazíamos, e tínhamos consciência da nossa responsabilidade, mas nos faltava um norte, um rumo. E Chiara nos trouxe isso com muita clareza.<br />
Ela nos mostrou que uma empresa pode ser de fato um grande meio para uma revolução social ao seu redor: tanto no interno quanto no externo. Não apenas nas questões materiais, como numa cultura baseada na fraternidade em todos os ambientes em que o empresário convive e interage.<br />
Isso trouxe uma esperança muito grande pra nós: poderíamos construir uma nova economia, onde o ser humano é o centro de todas as nossas ações. Tanto na cultura dentro da empresa, como na influência externa, quanto concretamente para os pobres, que é a razão principal da Economia de Comunhão.<br />
<strong>ANPECOM: Como você enxerga a EdC, hoje? </strong><br />
Passaram-se 28 anos e sinto que o mais interessante dessa experiência é que essa cultura realmente nasceu e está influenciando, hoje, muitas pessoas. E o mais interessante ainda é que sem aquele cunho de um grupo de pessoas sonhadoras, e sim como um patrimônio para a sociedade, crescendo, se alimentando de outras experiências e lado a lado com muitas outras iniciativas que trabalham para a fraternidade na economia.<br />
<strong>ANPECOM: Qual é a grande força da EdC hoje e que a levará para frente? </strong><br />
O ponto alto, a meu ver, ao longo desses anos não foi apenas a fidelidade dos empresários. Mas o que me encanta é a esperança que essa experiência trouxe para os jovens. Mesmo no evento de hoje observamos essa força muito grande dos jovens. Diante dos jovens me sinto como alguém que posso aprender muito.<br />
Os jovens estão apostando muito na proposta da EdC. Isso me parece não só a chancela de que Chiara Lubich trouxe uma inspiração para a humanidade, como também é algo que satisfaz as exigências mais profundas de diversas gerações.<br />
Isso me traz uma esperança muito grande e o desejo de continuar. O entusiasmo de hoje é tão grande ou maior do que o entusiasmo de muitos anos atrás de continuar empreendendo porque é o modo que tenho de dar uma pequena contribuição para a sociedade e caminhar lado a lado com os jovens que estão chegando hoje.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando o impacto é realmente coletivo?</title>
		<link>https://edc.com.br/oportunidades-e-vulnerabilidades/quando-o-impacto-e-realmente-coletivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cibele]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 01:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oportunidades e vulnerabilidades]]></category>
		<category><![CDATA[Profor]]></category>
		<category><![CDATA[anpecom]]></category>
		<category><![CDATA[chiara lubich]]></category>
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		<category><![CDATA[eoc inn]]></category>
		<category><![CDATA[impacto coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[profor]]></category>
		<category><![CDATA[reforço mútuo]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[supera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma conhecida fábula da cultura popular brasileira conta a história de um pássaro que, ao ver um grande incêndio na floresta, vai até à margem do rio, pega em seu [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Uma conhecida fábula da cultura popular brasileira conta a história de um pássaro que, ao ver um grande incêndio na floresta, vai até à margem do rio, pega em seu bico algumas gotas de água, voa até o fogo e deixa-as cair sobre as labaredas, enquanto os demais animais fogem em debandada para salvar suas vidas. Questionado por um dos animais se conseguiria apagar o incêndio sozinho, o pássaro responde: <em>“eu não sei se conseguirei, mas estou certo de estar fazendo a minha parte”</em>. Neste exemplo fictício, a iniciativa do pássaro é de fato necessária, e o seu protagonismo é admirável&#8230;porém o impacto de sua ação é isolado e produz resultados ineficazes em relação ao problema que pretende combater. Em outras palavras, a sua iniciativa individual é importante, mas insuficiente. </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Transpondo esse exemplo para a realidade, sabemos que há décadas vem crescendo em todo o mundo o número de movimentos, associações, organizações não-governamentais, empresas sociais, instituições filantrópicas, organizações religiosas, entre outros, atuando de maneira independente e nas mais diversas áreas, para encontrar soluções concretas aos problemas sociais que se propõem a combater. Da mesma forma como relatado na fábula, as pessoas que trabalham nessas organizações agem normalmente imbuídas de motivações genuínas e empenham-se arduamente para transformar a realidade que as cerca, porém em muitos casos, os resultados alcançados pouco contribuem para a real mudança que se almeja concretizar.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Pensando em encontrar uma forma de responder a essa problemática, em 2011, <strong>John Kania &amp; Mark Kramer</strong>, dois pesquisadores e consultores norte-americanos da área de gestão, publicaram o artigo inédito intitulado <em>Impacto Coletivo</em> na edição de inverno da revista <em>Stanford Social Innovation Review</em>. Neste texto, os autores apresentam uma nova abordagem estratégica de colaboração, que surge como uma resposta para as iniciativas que geram impacto isolado e às soluções de curto prazo. O conceito do <em>Impacto Coletivo (IC)</em> foi definido por eles como <em>“…o compromisso de longo prazo por um grupo importante de atores de diferentes setores em torno de uma agenda comum para resolver um problema social específico”.</em> E para que esta coordenação seja possível de ser colocada em prática, eles explicam que é preciso que os diversos atores (que podem ser empresas, governos, <em>ONGs</em>, cidadãos comuns, e etc) estejam aptos a construir cinco condições-chave que guiarão sua atuação.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">A primeira condição-chave é construir uma agenda comum, ou seja, todos os participantes precisam ter uma visão compartilhada para a mudança, incluindo um entendimento comum do problema e uma abordagem conjunta para resolvê-lo por meio de ações condensadas. A segunda condição-chave é estabelecer sistemas de mensuração compartilhados, o que inclui coletar dados e medir os resultados de forma consistente entre todos os participantes, pois isso garante que os esforços permaneçam alinhados e os participantes se responsabilizem uns aos outros. A terceira condição-chave é desenvolver atividades de reforço mútuo, isto é, as atividades dos participantes devem ser diferenciadas entre si, ao mesmo tempo em que estão sendo coordenadas por meio de um plano de ação que os reforce mutuamente. A quarta condição-chave é garantir uma comunicação contínua, pois se entende que a comunicação consistente e aberta é necessária entre todos os participantes para criar confiança, assegurar objetivos mútuos e gerar motivação comum. E a quinta e última condição-chave é constituir uma organização central de suporte, formada por uma equipe e com um conjunto específico de habilidades e recursos para servir de base para toda a iniciativa e coordenar as demais organizações participantes.</span></p>
<h2><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Impacto Coletivo e Economia de Comunhão</span></h2>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">No século XXI, uma das questões sociais complexas na qual governos, empresas, <em>ONGs</em> e cidadãos comuns enfrentam diariamente é o combate à pobreza. Diversas entidades ao redor do mundo se ocupam deste tema, dentre elas, os agentes que aderem ao projeto <a href="http://www.edc-online.org/br/"><em>Economia de Comunhão (EdC)</em></a>. Apesar da proposta da <em>EdC</em> não ter se inspirado na abordagem do <em>IC</em>, é possível encontrar similaridades entre elas, em pelo menos três aspectos.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Primeiro, existe o envolvimento e o comprometimento entre atores de diferentes setores &#8211; que na <em>EdC</em> envolve empresários, empresas, associações, instituições econômicas, mas também trabalhadores, gestores, consumidores, pesquisadores, necessitados, e etc &#8211; em torno de um objetivo comum, de natureza complexa, que é o combate à pobreza e às situações de vulnerabilidade socieconômica. </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Segundo, orienta-se para a busca de soluções de longo prazo, pois na <em>EdC</em> entende-se que para combater as várias formas de pobreza, exclusão e miséria é preciso superar o paradigma assistencialista de ajuda econômica (impacto isolado) para uma nova mentalidade baseada na cultura de partilha, que suscita a reciprocidade entre os atores envolvidos (impacto coletivo). </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">E terceiro, a <em>EdC</em> ambiciona gerar impacto em larga escala, pois é formada por uma rede global presente em mais de 30 países, organizada por uma Comissão Central e por Comissões Locais e <a href="http://www.anpecom.com.br/">Associações nacionais</a> ligadas àquela, através de atividades coordenadas que se reforçam mutuamente, como por exemplo: </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">a) criando uma rede nacional e internacional que partilha necessidades, recursos (financeiros ou não) e talentos; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">b) desenvolvendo projetos de incentivo ao empreendedorismo dentro dos valores e princípios de comunhão; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">c) apoiando polos industriais de negócios; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">d) fornecendo apoio a pesquisas acadêmicas nas mais diversas áreas do conhecimento; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">e) inserindo-se em acordos de cooperação com associações locais ou de outros países; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">f) compartilhando recursos financeiros com pessoas que integram projetos de superação de situações de vulnerabilidade econômica; </span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">g) promovendo seminários e encontros de formação que promovam a difusão e a cultura da <em>EdC</em>, entre tantas outras iniciativas <em>(ANPECOM, 2019).</em></span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Desde que o Impacto Coletivo foi lançado em 2011, centenas de organizações passaram a implementar os seus princípios e condições-chave e muitos progressos foram alcançados. Na visão de seus fundadores, uma dentre as diversas contribuições trazidas pelo <em>IC</em> é a capacidade de lidar sob condições de complexidade e incerteza por meio da construção de soluções emergentes. Isto é, os atores envolvidos começam com uma proposta de plano, mas aprendem, por meio de um processo de tentativa e erro, quais são as ações bem sucedidas (ou não), e vão remodelando suas estratégias ao longo do caminho. E é possível notar essa peculiaridade na experiência da <em>EdC</em>! Ao observarmos a sua trajetória, percebemos que a Economia de Comunhão surgiu no ano de 1991 com uma ideia básica de projeto, ou seja, a divisão e a comunhão do lucro em três partes (proposta de plano), que ainda hoje inspira sua atuação, mas que no decorrer do tempo, e a partir da vivência prática das empresas, foram delineando-se e amadurecendo outros elementos e iniciativas &#8211; como por exemplo, o surgimento dos programas <a href="http://www.anpecom.com.br/anpecom/o-que-fazemos/projetos-e-programas-de-incentivo-ao-empreendedorismo/"><strong>PROFOR</strong></a>, <a href="http://www.anpecom.com.br/anpecom/o-que-fazemos/projetos-de-superacao-da-vulnerabilidade-economica/"><strong>SUPERA</strong></a> e <a href="https://www.eoc-iin.org/"><strong>EdC IIN</strong></a>, dentre outros &#8211; e que continuam sendo aprimorados dia após dia.</span></p>
<h2><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Contribuições da EdC para o Impacto Coletivo</span></h2>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Apesar dos avanços relatados em inúmeras experiências ao redor do globo que adotaram o <em>IC</em> como abordagem estratégica de gestão, ao longo dos últimos anos, pesquisadores e especialistas de diversas áreas tem ganhado visibilidade e voz ao criticar a abordagem do <em>Impacto Coletivo</em>, por entendê-la como uma visão limitada e simplista de colaboração comunitária, omitindo a contribuição de outros modelos de colaboração pré-existentes. Além disso, em certos casos notou-se a ausência de engajamento da comunidade no processo de construção do impacto coletivo, onde muitas vezes as próprias pessoas que seriam impactadas pelos resultados das iniciativas são deixada de fora do processo. <strong>Tom Wolff</strong>, um reconhecido consultor para organizações sociais e desenvolvimento comunitário dos Estados Unidos, apresenta duras críticas ao impacto coletivo pois, na sua visão, nem sempre se estabelece como uma prioridade envolver os mais afetados pelo problema a ser combatido em seus processos, pois eles não são necessariamente consultados, ou não participam de forma significativa nas tomadas de decisão.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">Na Economia de Comunhão, compartilhar os recursos gerados pelas empresas é a consequência visível da chamada “cultura da partilha” ou “cultura do dar”, que permeia sua atuação. Para <a href="http://www.focolares.org.br/chiaralubich/quem-e-chiara-lubich/"><strong>Chiara Lubich</strong></a>, inspiradora do projeto, aqueles que se encontram em dificuldade econômica, destinatários de uma parte do lucro, não são considerados <em>“assistidos”</em> ou <em>“beneficiários”</em> da empresa. Antes, são membros essenciais e com posição e voz ativa no projeto, na qual eles doam aos outros as próprias necessidades. Portanto, na <em>EdC</em> a ênfase não é dada à filantropia por parte de alguns, mas antes, à partilha, na qual cada um dá e recebe com igual dignidade.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif;">De acordo com <strong>Tom Wolff</strong>, o que as iniciativas de impacto coletivo precisam envolver são as pessoas mais e menos poderosas em uma comunidade, encontrando meios para que elas conversem e trabalhem em conjunto para abordar as prioridades de ação nas instituições e organizações que servem à própria comunidade. Por sua vez, a cultura da partilha, que permeia o modus operandi da <em>EdC</em>, ao quebrar a lógica tradicional de gestão que valoriza a assimetria de relações, pode ser um caminho para a superação dessas diferenças (onde geralmente líderes e membros da comunidade não estão no mesmo nível de paridade nas tomadas de decisão), transcendendo-as em direção a relações de reciprocidade e fraternidade. Neste sentido, as centenas de experiências vividas pelos agentes inseridos na cultura da <em>EdC</em> ao longo de seus 28 anos pode ter algo a contribuir sobre como garantir o engajamento inclusivo da comunidade e, consequentemente, como aprimorar a proposta do impacto coletivo.</span></p>
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<h4><span style="font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;">REFERÊNCIAS</span></h4>
<p><span style="font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;">BRUNI, L. <strong>Comunhão e as Novas Palavras em Economia.</strong> Vargem Grande Paulista, São Paulo: Editora Cidade Nova, 2005.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;">KANIA, J.; KRAMER, M. <strong>Collective Impact</strong>. <em>Stanford Social Innovation Review</em>, v.9, n.1, p. 36-41, 2011.</span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;">WOLFF, T. <strong>Ten Places Where Collective Impact Gets It Wrong</strong>. <em>Global Journal of Community Psychology Practice</em>, v. 7, p. 1-11, 2016.</span><br />
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<span style="font-family: georgia, palatino, serif;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="color: #800000;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-2809 alignleft" src="http://www.anpecom.com.br/wp-content/uploads/2019/03/img-20190327-wa0070-200x300.jpg" alt="" width="89" height="133" /><a href="https://www.linkedin.com/in/silviabarros/">Silvia Martí Barros Carpes</a></strong></span> é Mestre em Gestão e Negócios com dupla titulação pela Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS) e Universitè de Poitiers (França), Especialista em Marketing Estratégico pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) com complementação em Negócios Internacionais pela Flórida International University (EUA) e Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo realizado mobilidade acadêmica na Università degli Studi di Trento (Itália).</span><span style="font-size: 10pt;"> É autora do livro Tensão Ética entre Racionalidades: um olhar sob a Economia de Comunhão. </span></span></p>
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